A épica saga de Tolkien não é uma leitura a ser feita de forma desatenta ou descompromissada. Nem mesmo é um passatempo banal, haja visto que o grande número de páginas é capaz de assustar mesmo leitores mais ávidos, e eventualmente cansar aqueles menos imersos na vasta Terra-média.
The Lord of the Rings - The Fellowship of the Ring, é o primeiro terço da grande história sobre como povos distintos se vêem com a única opção de esquecer suas diferenças culturais ou brigas de séculos para defender suas terras e sua liberdade. Um grande vilão mobiliza exércitos imensos e aparentemente infindáveis para sobrepujar os povos livres do continente, partindo do extremo leste e cruzando vastas terras em busca do seu anel de poder, um item mágico capaz de recompor suas forças. A melhor saída dos povos livres é confiar seu destino à um pequeno e quase esquecido hobbit, um pequeno humano, de um povo quase esquecido à extremo oeste da Terra-média.
Os hobbits compõem um povo simples, dado às simplicidades e prazeres de uma vida tranquila e monótona, tão absortos em suas pequenas e humildes vidas que diante da eminência do fim dos tempos para todo o continente, nem mesmo sabem sobrem a existência de perigos e terrores capazes de arruinar toda a vida no mundo.
Muito já foi dito sobre essa aventura, adaptada para o cinema e muito difundida na cultura popular, presente em jogos e outros livros com histórias profundamente inspiradas nos povos mágicos do universo criado por Tolkien. Cabe aqui dizer o quanto essa releitura tem sido especial para minha vida, como poucas foram, e por si só tem marcado um momento na minha vida, que eu duvido muito de que irei esquecer.
Na primeira hora da virada do ano de 2015, eu e minha namorada começamos a ler The Fellowship of the Ring, ansiosos e subitamente decidindo por começar essa saga, que há tempos vinhamos adiando. De um começo um tanto estranho, com um capítulo que não é parte da história central, e mais parece uma nota editorial, nos deparamos com "Prologue - Concerning Hobbits". Uma introdução aos hábitos e a história sobre a sociedade hobbit, que mescla intertextualidade, a voz do autor como personagem, e um estranhamento ao leitor que chega a ser desconcertante, mas cria uma curiosidade imensa a respeito do que está sendo apresentado a partir deste ponto.
(Mais a respeito no próximo post.)
Letras mais Bits
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Re-aprendendo como aprender
Aprender é uma obsessão minha. E nessa eu abracei os Massive Open Online Courses, especialmente os oferecidos pelo Coursera. Em janeiro deste ano que acaba de começar eu decidi me aventurar em alguns desde a segunda semana, e um deles tem uma característica particularmente motivadora: Aprendendo como aprender.
Learning How to Learn: Powerful mental tools to help you master tough subjects
by Dr. Barbara Oakley, Dr. Terrence Sejnowski
Learning How to Learn: Powerful mental tools to help you master tough subjects
by Dr. Barbara Oakley, Dr. Terrence Sejnowski
O curso é bastante lúdico, e facilmente digerível. Seu conteúdo não é nenhum grande desafio, mas teve um impacto considerável em reeducar meus hábitos de estudo. Isso vem se refletindo em uma gradativa mudança na minha produção diária, e um melhor aproveitamento do meu tempo.
São apenas quatro semanas de curso, que não envolvem muitas horas de estudos. Os tópicos progridem das distinções entre Pensamento Focado e Pensamento Difuso, hábitos de retenção do conhecimento, práticas para concentração e segmentação de blocos de aprendizagem.
São muitas dicas, analogias que facilitam a associação de ideias, e especialmente muita calma na hora de explicar cada assunto. Nada é corrido ou exaustivo. As video-aulas são curtas e dinâmicas, com inputs de video, imagem e som, além da presença reconfortante da Dr. Oakley em todos os momentos.
São feitas ótimas sugestões de leituras, e uma adição de grande valor são as entrevistas ao final de cada semana com pessoas de grande variedade em seus campos de atuação e áreas de interesse. Nem todos acadêmicos (em grande parte não o são), os entrevistados apresentam uma grande abrangência de como todos os tópicos aprendidos estão presentes nos hábitos de grande detentores de conhecimento ou pessoas que demonstram grande capacidade em lidar com torrentes de informações em seu cotidiano.
Fica uma sugestão de um ótimo curso, independente de sua idade ou área de interesse.
Como disse Paulo Freire, "educar é impregnar de sentido cada ato cotidiano".
Então, nos reeduquemos, para continuar a aprender sempre. E que a procrastinação se torne cada vez menor.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Resumo dos últimos estudos
Desde a última postagem estive envolvido em todos os trâmites necessários para minha aprovação no programa de intercâmbio oferecido pela CAPES, Ciências Sem Fronteiras. Foram alguns meses dedicados à realização do exame de proficiência em inglês (TOEFL ITP), tradução de histórico escolar, preenchimento do Common Application - o registro completo submetido à instituição responsável pelo intercâmbio, o IIE - e mais alguns essays a serem redigidos para minha admissão em instituição norte-americana. Durante este período passei pela correria para conseguir cartas de recomendação, e, principalmente, certificar-me de que estava fazendo uma boa apresentação de quem sou e meus objetivos nas essays que escrevi. Durante o processo em muito cresceu minha determinação em prosseguir nos estudos e me firmar na carreira de Tecnologia da Informação.
A experiência de intercâmbio, realizando a graduação sanduíche*, promete ser inestimável na minha formação acadêmica e profissional, e deve impulsionar muito minha carreira quando retornar ao país. Sim, minhas expectativas são altas, assim como meu comprometimento com ter o melhor aproveitamento possível com essa oportunidade.
Além do tempo dedicado à cumprir com os requisitos do programa de intercâmbio, estive ativo nos estudos voltados ao escopo de Inteligência Artificial e Aprendizagem de Máquina, sobre o qual pretendo desenvolver meu artigo de Iniciação Científica agora neste semestre.
Venho desenvolvendo códigos em C e aplicando paralelismo com OpenMP para otimizar o tempo de processamento. A técnica utilizada é regressão linear múltipla com gradiente descendente, que obtém previsões e pode ser aplicada em enorme variedade de contextos, sendo apenas um exemplo os sistemas de recomendação de produtos. (Falarei mais sobre isso em um post futuro)
A enorme quantidade de conhecimento adquirido no último semestre foi um choque, e mesmo com minha compulsão por cursos e estudar, foi necessária uma pausa para me desprender e poder absorver tudo. Agora as energias estão renovadas e volto aos hábitos que me mantém ativo.
2015 promete ser um ano agitado e com muitas realizações, e me sinto confiante.
A experiência de intercâmbio, realizando a graduação sanduíche*, promete ser inestimável na minha formação acadêmica e profissional, e deve impulsionar muito minha carreira quando retornar ao país. Sim, minhas expectativas são altas, assim como meu comprometimento com ter o melhor aproveitamento possível com essa oportunidade.
Além do tempo dedicado à cumprir com os requisitos do programa de intercâmbio, estive ativo nos estudos voltados ao escopo de Inteligência Artificial e Aprendizagem de Máquina, sobre o qual pretendo desenvolver meu artigo de Iniciação Científica agora neste semestre.
Venho desenvolvendo códigos em C e aplicando paralelismo com OpenMP para otimizar o tempo de processamento. A técnica utilizada é regressão linear múltipla com gradiente descendente, que obtém previsões e pode ser aplicada em enorme variedade de contextos, sendo apenas um exemplo os sistemas de recomendação de produtos. (Falarei mais sobre isso em um post futuro)
A enorme quantidade de conhecimento adquirido no último semestre foi um choque, e mesmo com minha compulsão por cursos e estudar, foi necessária uma pausa para me desprender e poder absorver tudo. Agora as energias estão renovadas e volto aos hábitos que me mantém ativo.
2015 promete ser um ano agitado e com muitas realizações, e me sinto confiante.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Controle de versão - Git, aprendendo linhas de comando
Correndo para tentar me inteirar sobre uma infinidade de conhecimentos tecnológicos, tenho que definir bem minhas prioridades.
Um pouco de PHP e MySQL não irão me bastar, e como organização é crucial para o desenvolvimento de projetos bem feitos, decidi que é o momento de conhecer melhor o tema: controle de versão.
Git, SVN e Mercurial foram os nomes que mais se destacaram. Em especial, o grandioso Git me parece a escolha óbvia, ainda mais por ter utilizado de um repositório no GitHub para desenvolver meu trabalho de conclusão de curso. Devo dizer que sem essa ferramenta teria sido um período muito mais caótico do que foi.
Minha experiência até então foi simplificada ao extremo, e tudo o que precisei foi fazer commits através do aplicativo de desktop para Windows, que é uma facilidade tremenda. Tão fácil, que nem mesmo me dei conta de todas a maravilha com que estava lidando.
Com mais atenção tenho visto a preciosidade que é manter um controle sobre as etapas e branches de um projeto, e me parece impossível desenvolver qualquer novo projeto sem um repositório controlado.
Agora tenho de abandonar a preguiça e partir para o obscuro* mundo das linhas de comando através de terminal, que em muito prometem agilizar minha vida.
*Obscuro para quem, como eu, se acostumou tanto à interfaces gráficas que não sabe o que interagir com o computador sem as facilidades de cliques e ações prontas. Adeus preguiça, você nunca me fez bem.
git config --global user.name 'Cid'
git config --global global user.email 'felipe_lima_simoes@hotmail.com'
git init
git add .
git status
git commit m- "Primeiro commit por terminal"
git clone
git log
git checktou codigomuitoloucodocommitdetemposatras
gitk
Um pouco de PHP e MySQL não irão me bastar, e como organização é crucial para o desenvolvimento de projetos bem feitos, decidi que é o momento de conhecer melhor o tema: controle de versão.
Git, SVN e Mercurial foram os nomes que mais se destacaram. Em especial, o grandioso Git me parece a escolha óbvia, ainda mais por ter utilizado de um repositório no GitHub para desenvolver meu trabalho de conclusão de curso. Devo dizer que sem essa ferramenta teria sido um período muito mais caótico do que foi.
Minha experiência até então foi simplificada ao extremo, e tudo o que precisei foi fazer commits através do aplicativo de desktop para Windows, que é uma facilidade tremenda. Tão fácil, que nem mesmo me dei conta de todas a maravilha com que estava lidando.
Com mais atenção tenho visto a preciosidade que é manter um controle sobre as etapas e branches de um projeto, e me parece impossível desenvolver qualquer novo projeto sem um repositório controlado.
Agora tenho de abandonar a preguiça e partir para o obscuro* mundo das linhas de comando através de terminal, que em muito prometem agilizar minha vida.
*Obscuro para quem, como eu, se acostumou tanto à interfaces gráficas que não sabe o que interagir com o computador sem as facilidades de cliques e ações prontas. Adeus preguiça, você nunca me fez bem.
git config --global user.name 'Cid'
git config --global global user.email 'felipe_lima_simoes@hotmail.com'
git init
git add .
git status
git commit m- "Primeiro commit por terminal"
git clone
git log
git checktou codigomuitoloucodocommitdetemposatras
gitk
sexta-feira, 14 de março de 2014
Harry Potter - A Pedra Filosofal
Rowling, J. K.;
Harry Potter e a Pedra Filosofal;
Um garoto órfão criado pelos tios, que demonstram verdadeiro em prazer em transformar sua vida em uma experiência miserável, descobre que há muito sobre sua família e sobre si mesmo a aprender. Em um tom de mistério crescente, eventos inexplicáveis passam a ocorrer de modo cada vez mais frequente até que seja apresentado um mundo completamente novo, o mundo da magia.
Harry Potter é uma das séries mais bem sucedidas na ficção infanto-juvenil, e através da minha experiência tardia de leitura vou tentar descrever os pontos que mais vi brilharem.
Evidentemente, um criança pré-adolescente que ao completar seus 11 anos passa por enormes mudanças, desde o modo como se relaciona com os outros, até a forma como lida com problemas cotidianos, associam muito da vida dos leitores com a do jovem bruxo. Dando vazão à imaginação, a identificação de qualquer leitor (indiferente a sua idade) com as experiências de um jovem inocente e maravilhado com as descobertas, orientam tanto leitor quanto protagonista através da jornada de aprendizagem deste mundo surpreendente.
A progressão com que Harry se envolve com as possibilidades que a magia lhe proporciona, é balanceada com a trama bem amarrada que encoberta seu passado. Lentamente, o garoto reune informações sobre seu passado, que lhe garantem a imensa popularidade entre os magos, e o leitor passa a acompanhar sua história com crescente interesse.
O sinistro evento que envolve Lord Voldemort é ponto crucial para envolver Harry e seus amigos em aventuras, excitar ânimos e forçá-los a tomar decisões que lhes farão amadurecer suas características individuais.
Utilizando da medida certa, a saga Harry Potter começa com um primor a dar inveja ao avalanche de trilogias, séries e demais sagas de livros que em nada têm o valor literário visto nesses livros.
(Recomendação: a leitura no idioma original é altamente recomendada. O inglês presente na obra não deve ser problema ao leitor que tenha nível intermediário a avançado de proficiência.)
Harry Potter e a Pedra Filosofal;
Um garoto órfão criado pelos tios, que demonstram verdadeiro em prazer em transformar sua vida em uma experiência miserável, descobre que há muito sobre sua família e sobre si mesmo a aprender. Em um tom de mistério crescente, eventos inexplicáveis passam a ocorrer de modo cada vez mais frequente até que seja apresentado um mundo completamente novo, o mundo da magia.
Harry Potter é uma das séries mais bem sucedidas na ficção infanto-juvenil, e através da minha experiência tardia de leitura vou tentar descrever os pontos que mais vi brilharem.
A progressão com que Harry se envolve com as possibilidades que a magia lhe proporciona, é balanceada com a trama bem amarrada que encoberta seu passado. Lentamente, o garoto reune informações sobre seu passado, que lhe garantem a imensa popularidade entre os magos, e o leitor passa a acompanhar sua história com crescente interesse.
O sinistro evento que envolve Lord Voldemort é ponto crucial para envolver Harry e seus amigos em aventuras, excitar ânimos e forçá-los a tomar decisões que lhes farão amadurecer suas características individuais.
Utilizando da medida certa, a saga Harry Potter começa com um primor a dar inveja ao avalanche de trilogias, séries e demais sagas de livros que em nada têm o valor literário visto nesses livros.
(Recomendação: a leitura no idioma original é altamente recomendada. O inglês presente na obra não deve ser problema ao leitor que tenha nível intermediário a avançado de proficiência.)
sexta-feira, 7 de março de 2014
O País das Neves
Kawabata, Yasunari;
O País das Neves;
Modernismo japonês
Viajando para o oeste do Japão, um homem busca beleza e serenidade. Sua ligação com o cenário local é reforçada a cada retorno, quando retoma seu confuso relacionamento com uma gueixa local.
Kawabata faz uma prosa que se mescla com poesia e vai desenhando um cenário límpido e alvo, preenchido por termas d'água, montanhas de neve que cercam uma terra rica de cultura. Através da gueixa, uma artista da poesia, música e dos costumes, o protagonista reata lentamente sua afeição pela própria cultura.
A personalidade volátil da gueixa faz pulular os desejos reprimidos do homem que ama, e que já parece conformado com uma vida fácil e monótona.
Uma obra que começa como uma visão sem nitidez de um mundo simples, branco e desfocado, que gradativamente se apresenta repleto de vida e sentimento. Uma serenidade aparente, mas em realidade um turbilhão de sensações dentro de nós mesmos (personagens e leitores) que notamos onde reside a verdadeira agitação que dá vida ao mundo.
O País das Neves é como uma tela branca a ser preenchida por nossas emoções, uma pintura que recomeça a cada leitura.
O País das Neves;
Modernismo japonês
Viajando para o oeste do Japão, um homem busca beleza e serenidade. Sua ligação com o cenário local é reforçada a cada retorno, quando retoma seu confuso relacionamento com uma gueixa local.
A personalidade volátil da gueixa faz pulular os desejos reprimidos do homem que ama, e que já parece conformado com uma vida fácil e monótona.
Uma obra que começa como uma visão sem nitidez de um mundo simples, branco e desfocado, que gradativamente se apresenta repleto de vida e sentimento. Uma serenidade aparente, mas em realidade um turbilhão de sensações dentro de nós mesmos (personagens e leitores) que notamos onde reside a verdadeira agitação que dá vida ao mundo.
O País das Neves é como uma tela branca a ser preenchida por nossas emoções, uma pintura que recomeça a cada leitura.
terça-feira, 4 de março de 2014
A Morte de Ivan Ilitch
Tolstói, Liev;
A Morte de Ivan Ilitch;
Realismo Russo
Ao nos contar sobre a vida do promotor Ivan até o culminante dia de sua morte, Tolstói apresenta uma história tátil sobre um homem que vive pelo orgulho de seu trabalho.
Ivan persegue a glória de cargos públicos o máximo que sua obstinação e saúde permitem, e dedica pouca atenção à própria família e relacionamentos afetivos.
Entretanto, quando se vê limitado aos cuidados de um enfermeiro, que lhe atende as dores na cama de casa, Ivan repensa sua trajetória e percebe em seus arrependimentos em relação à família um sofrimento maior que as torturas do corpo.
Uma reflexão sobre uma vida incompleta, cuja culpa está na autoimposta obsessão pelo reconhecimento dos seus esforços. Ironicamente, quando anunciada a morte de Ivan Ilitch, seus colegas de trabalho iniciam de imediato uma disputa pelo posto que ele ocupava.
Um livro que não desperdiça palavras ou se entrega à floreios ao retratar a trajetória e morte de um homem que, apenas beirando a morte, descobre que as verdadeiras conquistas de sua vida na têm a ver com trabalho ou a expectativa social.
A Morte de Ivan Ilitch;
Realismo Russo
Ao nos contar sobre a vida do promotor Ivan até o culminante dia de sua morte, Tolstói apresenta uma história tátil sobre um homem que vive pelo orgulho de seu trabalho.
Ivan persegue a glória de cargos públicos o máximo que sua obstinação e saúde permitem, e dedica pouca atenção à própria família e relacionamentos afetivos.
Entretanto, quando se vê limitado aos cuidados de um enfermeiro, que lhe atende as dores na cama de casa, Ivan repensa sua trajetória e percebe em seus arrependimentos em relação à família um sofrimento maior que as torturas do corpo.
Uma reflexão sobre uma vida incompleta, cuja culpa está na autoimposta obsessão pelo reconhecimento dos seus esforços. Ironicamente, quando anunciada a morte de Ivan Ilitch, seus colegas de trabalho iniciam de imediato uma disputa pelo posto que ele ocupava.
Um livro que não desperdiça palavras ou se entrega à floreios ao retratar a trajetória e morte de um homem que, apenas beirando a morte, descobre que as verdadeiras conquistas de sua vida na têm a ver com trabalho ou a expectativa social.
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