A épica saga de Tolkien não é uma leitura a ser feita de forma desatenta ou descompromissada. Nem mesmo é um passatempo banal, haja visto que o grande número de páginas é capaz de assustar mesmo leitores mais ávidos, e eventualmente cansar aqueles menos imersos na vasta Terra-média.
The Lord of the Rings - The Fellowship of the Ring, é o primeiro terço da grande história sobre como povos distintos se vêem com a única opção de esquecer suas diferenças culturais ou brigas de séculos para defender suas terras e sua liberdade. Um grande vilão mobiliza exércitos imensos e aparentemente infindáveis para sobrepujar os povos livres do continente, partindo do extremo leste e cruzando vastas terras em busca do seu anel de poder, um item mágico capaz de recompor suas forças. A melhor saída dos povos livres é confiar seu destino à um pequeno e quase esquecido hobbit, um pequeno humano, de um povo quase esquecido à extremo oeste da Terra-média.
Os hobbits compõem um povo simples, dado às simplicidades e prazeres de uma vida tranquila e monótona, tão absortos em suas pequenas e humildes vidas que diante da eminência do fim dos tempos para todo o continente, nem mesmo sabem sobrem a existência de perigos e terrores capazes de arruinar toda a vida no mundo.
Muito já foi dito sobre essa aventura, adaptada para o cinema e muito difundida na cultura popular, presente em jogos e outros livros com histórias profundamente inspiradas nos povos mágicos do universo criado por Tolkien. Cabe aqui dizer o quanto essa releitura tem sido especial para minha vida, como poucas foram, e por si só tem marcado um momento na minha vida, que eu duvido muito de que irei esquecer.
Na primeira hora da virada do ano de 2015, eu e minha namorada começamos a ler The Fellowship of the Ring, ansiosos e subitamente decidindo por começar essa saga, que há tempos vinhamos adiando. De um começo um tanto estranho, com um capítulo que não é parte da história central, e mais parece uma nota editorial, nos deparamos com "Prologue - Concerning Hobbits". Uma introdução aos hábitos e a história sobre a sociedade hobbit, que mescla intertextualidade, a voz do autor como personagem, e um estranhamento ao leitor que chega a ser desconcertante, mas cria uma curiosidade imensa a respeito do que está sendo apresentado a partir deste ponto.
(Mais a respeito no próximo post.)
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