Correndo para tentar me inteirar sobre uma infinidade de conhecimentos tecnológicos, tenho que definir bem minhas prioridades.
Um pouco de PHP e MySQL não irão me bastar, e como organização é crucial para o desenvolvimento de projetos bem feitos, decidi que é o momento de conhecer melhor o tema: controle de versão.
Git, SVN e Mercurial foram os nomes que mais se destacaram. Em especial, o grandioso Git me parece a escolha óbvia, ainda mais por ter utilizado de um repositório no GitHub para desenvolver meu trabalho de conclusão de curso. Devo dizer que sem essa ferramenta teria sido um período muito mais caótico do que foi.
Minha experiência até então foi simplificada ao extremo, e tudo o que precisei foi fazer commits através do aplicativo de desktop para Windows, que é uma facilidade tremenda. Tão fácil, que nem mesmo me dei conta de todas a maravilha com que estava lidando.
Com mais atenção tenho visto a preciosidade que é manter um controle sobre as etapas e branches de um projeto, e me parece impossível desenvolver qualquer novo projeto sem um repositório controlado.
Agora tenho de abandonar a preguiça e partir para o obscuro* mundo das linhas de comando através de terminal, que em muito prometem agilizar minha vida.
*Obscuro para quem, como eu, se acostumou tanto à interfaces gráficas que não sabe o que interagir com o computador sem as facilidades de cliques e ações prontas. Adeus preguiça, você nunca me fez bem.
git config --global user.name 'Cid'
git config --global global user.email 'felipe_lima_simoes@hotmail.com'
git init
git add .
git status
git commit m- "Primeiro commit por terminal"
git clone
git log
git checktou codigomuitoloucodocommitdetemposatras
gitk
terça-feira, 15 de julho de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
Harry Potter - A Pedra Filosofal
Rowling, J. K.;
Harry Potter e a Pedra Filosofal;
Um garoto órfão criado pelos tios, que demonstram verdadeiro em prazer em transformar sua vida em uma experiência miserável, descobre que há muito sobre sua família e sobre si mesmo a aprender. Em um tom de mistério crescente, eventos inexplicáveis passam a ocorrer de modo cada vez mais frequente até que seja apresentado um mundo completamente novo, o mundo da magia.
Harry Potter é uma das séries mais bem sucedidas na ficção infanto-juvenil, e através da minha experiência tardia de leitura vou tentar descrever os pontos que mais vi brilharem.
Evidentemente, um criança pré-adolescente que ao completar seus 11 anos passa por enormes mudanças, desde o modo como se relaciona com os outros, até a forma como lida com problemas cotidianos, associam muito da vida dos leitores com a do jovem bruxo. Dando vazão à imaginação, a identificação de qualquer leitor (indiferente a sua idade) com as experiências de um jovem inocente e maravilhado com as descobertas, orientam tanto leitor quanto protagonista através da jornada de aprendizagem deste mundo surpreendente.
A progressão com que Harry se envolve com as possibilidades que a magia lhe proporciona, é balanceada com a trama bem amarrada que encoberta seu passado. Lentamente, o garoto reune informações sobre seu passado, que lhe garantem a imensa popularidade entre os magos, e o leitor passa a acompanhar sua história com crescente interesse.
O sinistro evento que envolve Lord Voldemort é ponto crucial para envolver Harry e seus amigos em aventuras, excitar ânimos e forçá-los a tomar decisões que lhes farão amadurecer suas características individuais.
Utilizando da medida certa, a saga Harry Potter começa com um primor a dar inveja ao avalanche de trilogias, séries e demais sagas de livros que em nada têm o valor literário visto nesses livros.
(Recomendação: a leitura no idioma original é altamente recomendada. O inglês presente na obra não deve ser problema ao leitor que tenha nível intermediário a avançado de proficiência.)
Harry Potter e a Pedra Filosofal;
Um garoto órfão criado pelos tios, que demonstram verdadeiro em prazer em transformar sua vida em uma experiência miserável, descobre que há muito sobre sua família e sobre si mesmo a aprender. Em um tom de mistério crescente, eventos inexplicáveis passam a ocorrer de modo cada vez mais frequente até que seja apresentado um mundo completamente novo, o mundo da magia.
Harry Potter é uma das séries mais bem sucedidas na ficção infanto-juvenil, e através da minha experiência tardia de leitura vou tentar descrever os pontos que mais vi brilharem.
A progressão com que Harry se envolve com as possibilidades que a magia lhe proporciona, é balanceada com a trama bem amarrada que encoberta seu passado. Lentamente, o garoto reune informações sobre seu passado, que lhe garantem a imensa popularidade entre os magos, e o leitor passa a acompanhar sua história com crescente interesse.
O sinistro evento que envolve Lord Voldemort é ponto crucial para envolver Harry e seus amigos em aventuras, excitar ânimos e forçá-los a tomar decisões que lhes farão amadurecer suas características individuais.
Utilizando da medida certa, a saga Harry Potter começa com um primor a dar inveja ao avalanche de trilogias, séries e demais sagas de livros que em nada têm o valor literário visto nesses livros.
(Recomendação: a leitura no idioma original é altamente recomendada. O inglês presente na obra não deve ser problema ao leitor que tenha nível intermediário a avançado de proficiência.)
sexta-feira, 7 de março de 2014
O País das Neves
Kawabata, Yasunari;
O País das Neves;
Modernismo japonês
Viajando para o oeste do Japão, um homem busca beleza e serenidade. Sua ligação com o cenário local é reforçada a cada retorno, quando retoma seu confuso relacionamento com uma gueixa local.
Kawabata faz uma prosa que se mescla com poesia e vai desenhando um cenário límpido e alvo, preenchido por termas d'água, montanhas de neve que cercam uma terra rica de cultura. Através da gueixa, uma artista da poesia, música e dos costumes, o protagonista reata lentamente sua afeição pela própria cultura.
A personalidade volátil da gueixa faz pulular os desejos reprimidos do homem que ama, e que já parece conformado com uma vida fácil e monótona.
Uma obra que começa como uma visão sem nitidez de um mundo simples, branco e desfocado, que gradativamente se apresenta repleto de vida e sentimento. Uma serenidade aparente, mas em realidade um turbilhão de sensações dentro de nós mesmos (personagens e leitores) que notamos onde reside a verdadeira agitação que dá vida ao mundo.
O País das Neves é como uma tela branca a ser preenchida por nossas emoções, uma pintura que recomeça a cada leitura.
O País das Neves;
Modernismo japonês
Viajando para o oeste do Japão, um homem busca beleza e serenidade. Sua ligação com o cenário local é reforçada a cada retorno, quando retoma seu confuso relacionamento com uma gueixa local.
A personalidade volátil da gueixa faz pulular os desejos reprimidos do homem que ama, e que já parece conformado com uma vida fácil e monótona.
Uma obra que começa como uma visão sem nitidez de um mundo simples, branco e desfocado, que gradativamente se apresenta repleto de vida e sentimento. Uma serenidade aparente, mas em realidade um turbilhão de sensações dentro de nós mesmos (personagens e leitores) que notamos onde reside a verdadeira agitação que dá vida ao mundo.
O País das Neves é como uma tela branca a ser preenchida por nossas emoções, uma pintura que recomeça a cada leitura.
terça-feira, 4 de março de 2014
A Morte de Ivan Ilitch
Tolstói, Liev;
A Morte de Ivan Ilitch;
Realismo Russo
Ao nos contar sobre a vida do promotor Ivan até o culminante dia de sua morte, Tolstói apresenta uma história tátil sobre um homem que vive pelo orgulho de seu trabalho.
Ivan persegue a glória de cargos públicos o máximo que sua obstinação e saúde permitem, e dedica pouca atenção à própria família e relacionamentos afetivos.
Entretanto, quando se vê limitado aos cuidados de um enfermeiro, que lhe atende as dores na cama de casa, Ivan repensa sua trajetória e percebe em seus arrependimentos em relação à família um sofrimento maior que as torturas do corpo.
Uma reflexão sobre uma vida incompleta, cuja culpa está na autoimposta obsessão pelo reconhecimento dos seus esforços. Ironicamente, quando anunciada a morte de Ivan Ilitch, seus colegas de trabalho iniciam de imediato uma disputa pelo posto que ele ocupava.
Um livro que não desperdiça palavras ou se entrega à floreios ao retratar a trajetória e morte de um homem que, apenas beirando a morte, descobre que as verdadeiras conquistas de sua vida na têm a ver com trabalho ou a expectativa social.
A Morte de Ivan Ilitch;
Realismo Russo
Ao nos contar sobre a vida do promotor Ivan até o culminante dia de sua morte, Tolstói apresenta uma história tátil sobre um homem que vive pelo orgulho de seu trabalho.
Ivan persegue a glória de cargos públicos o máximo que sua obstinação e saúde permitem, e dedica pouca atenção à própria família e relacionamentos afetivos.
Entretanto, quando se vê limitado aos cuidados de um enfermeiro, que lhe atende as dores na cama de casa, Ivan repensa sua trajetória e percebe em seus arrependimentos em relação à família um sofrimento maior que as torturas do corpo.
Uma reflexão sobre uma vida incompleta, cuja culpa está na autoimposta obsessão pelo reconhecimento dos seus esforços. Ironicamente, quando anunciada a morte de Ivan Ilitch, seus colegas de trabalho iniciam de imediato uma disputa pelo posto que ele ocupava.
Um livro que não desperdiça palavras ou se entrega à floreios ao retratar a trajetória e morte de um homem que, apenas beirando a morte, descobre que as verdadeiras conquistas de sua vida na têm a ver com trabalho ou a expectativa social.
Assinar:
Postagens (Atom)
