quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

The Lord of the Rings - The Fellowship of the Ring

A épica saga de Tolkien não é uma leitura a ser feita de forma desatenta ou descompromissada. Nem mesmo é um passatempo banal, haja visto que o grande número de páginas é capaz de assustar mesmo leitores mais ávidos, e eventualmente cansar aqueles menos imersos na vasta Terra-média.

The Lord of the Rings - The Fellowship of the Ring, é o primeiro terço da grande história sobre como povos distintos se vêem com a única opção de esquecer suas diferenças culturais ou brigas de séculos para defender suas terras e sua liberdade. Um grande vilão mobiliza exércitos imensos e aparentemente infindáveis para sobrepujar os povos livres do continente, partindo do extremo leste e cruzando vastas terras em busca do seu anel de poder, um item mágico capaz de recompor suas forças. A melhor saída dos povos livres é confiar seu destino à um pequeno e quase esquecido hobbit, um pequeno humano, de um povo quase esquecido à extremo oeste da Terra-média.

Os hobbits compõem um povo simples, dado às simplicidades e prazeres de uma vida tranquila e monótona, tão absortos em suas pequenas e humildes vidas que diante da eminência do fim dos tempos para todo o continente, nem mesmo sabem sobrem a existência de perigos e terrores capazes de arruinar toda a vida no mundo.

Muito já foi dito sobre essa aventura, adaptada para o cinema e muito difundida na cultura popular, presente em jogos e outros livros com histórias profundamente inspiradas nos povos mágicos do universo criado por Tolkien. Cabe aqui dizer o quanto essa releitura tem sido especial para minha vida, como poucas foram, e por si só tem marcado um momento na minha vida, que eu duvido muito de que irei esquecer.

Na primeira hora da virada do ano de 2015, eu e minha namorada começamos a ler The Fellowship of the Ring, ansiosos e subitamente decidindo por começar essa saga, que há tempos vinhamos adiando. De um começo um tanto estranho, com um capítulo que não é parte da história central, e mais parece uma nota editorial, nos deparamos com "Prologue -  Concerning Hobbits". Uma introdução aos hábitos e a história sobre a sociedade hobbit, que mescla intertextualidade, a voz do autor como personagem, e um estranhamento ao leitor que chega a ser desconcertante, mas cria uma curiosidade imensa a respeito do que está sendo apresentado a partir deste ponto.

(Mais a respeito no próximo post.)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Re-aprendendo como aprender

Aprender é uma obsessão minha. E nessa eu abracei os Massive Open Online Courses, especialmente os oferecidos pelo Coursera. Em janeiro deste ano que acaba de começar eu decidi me aventurar em alguns desde a segunda semana, e um deles tem uma característica particularmente motivadora: Aprendendo como aprender.


Learning How to Learn: Powerful mental tools to help you master tough subjects

by Dr. Barbara Oakley, Dr. Terrence Sejnowski


O curso é bastante lúdico, e facilmente digerível. Seu conteúdo não é nenhum grande desafio, mas teve um impacto considerável em reeducar meus hábitos de estudo. Isso vem se refletindo em uma gradativa mudança na minha produção diária, e um melhor aproveitamento do meu tempo.

São apenas quatro semanas de curso, que não envolvem muitas horas de estudos. Os tópicos progridem das distinções entre Pensamento Focado e Pensamento Difuso, hábitos de retenção do conhecimento, práticas para concentração e segmentação de blocos de aprendizagem. 

São muitas dicas, analogias que facilitam a associação de ideias, e especialmente muita calma na hora de explicar cada assunto. Nada é corrido ou exaustivo. As video-aulas são curtas e dinâmicas, com inputs de video, imagem e som, além da presença reconfortante da Dr. Oakley em todos os momentos.

São feitas ótimas sugestões de leituras, e uma adição de grande valor são as entrevistas ao final de cada semana com pessoas de grande variedade em seus campos de atuação e áreas de interesse. Nem todos acadêmicos (em grande parte não o são), os entrevistados apresentam uma grande abrangência de como todos os tópicos aprendidos estão presentes nos hábitos de grande detentores de conhecimento ou pessoas que demonstram grande capacidade em lidar com torrentes de informações em seu cotidiano.

Fica uma sugestão de um ótimo curso, independente de sua idade ou área de interesse. 
Como disse Paulo Freire, "educar é impregnar de sentido cada ato cotidiano". 
Então, nos reeduquemos, para continuar a aprender sempre. E que a procrastinação se torne cada vez menor.