sexta-feira, 7 de março de 2014

O País das Neves

Kawabata, Yasunari;
O País das Neves;
Modernismo japonês



Viajando para o oeste do Japão, um homem busca beleza e serenidade. Sua ligação com o cenário local é reforçada a cada retorno, quando retoma seu confuso relacionamento com uma gueixa local.

Kawabata faz uma prosa que se mescla com poesia e vai desenhando um cenário límpido e alvo, preenchido por termas d'água, montanhas de neve que cercam uma terra rica de cultura. Através da gueixa, uma artista da poesia, música e dos costumes, o protagonista reata lentamente sua afeição pela própria cultura.
A personalidade volátil da gueixa faz pulular os desejos reprimidos do homem que ama, e que já parece conformado com uma vida fácil e monótona.

Uma obra que começa como uma visão sem nitidez de um mundo simples, branco e desfocado, que gradativamente se apresenta repleto de vida e sentimento. Uma serenidade aparente, mas em realidade um turbilhão de sensações dentro de nós mesmos (personagens e leitores) que notamos onde reside a verdadeira agitação que dá vida ao mundo.

O País das Neves é como uma tela branca a ser preenchida por nossas emoções, uma pintura que recomeça a cada leitura.

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